sexta-feira, 11 de abril de 2008

O JARDIM DE YASMIN

Uma mulher é só uma mulher?

Numa sociedade patriarcal

e brutal como a nossa,

APOSTO QUE SIM!

Por vezes, somos até menos:

um animal, um brinquedo,

um caco velho qualquer.

Mulheres como Yasmin

são exceções a essa regra

perversa, pois trazem na

sua bagagem de caráter

o dever de ser feminina

assim somos nós, mulheres

uma Força Inquebrantável

UM NÃO SE DEIXAR DOBRAR...

Daí que, no Jardim de Yasmin só

encontraremos flores de todos

os matizes, delicadas e

muito amadas...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Trovinhas Amorosas... (Final)

Paixão doce paixão
Me inspiras a todo instante
Sou teu pão e teu tesão
Só nos dois seguindo adiante









Se moras em mim
Eu hei de te querer
Preciso que digas sim
E esse amor vai crescer








Nesse instante quero crer
Ao tocar no teu cetim
Deixando transparecer
Todo o infinito em mim








Por toda a vida minha
Serei seu bem serás meu
Passo a passo o amor caminha
Foi isso que Deus prometeu









Teu perfume penetrante
Me causa estranho calor
Odor de um corpo alucinante
Fonte constante de amor








A essência do amor
Encontro no teu olhar
Que me lança num torpor
Me levando a sonhar









O Taj Mahal tem mistérios
De um império do passado
Nascido de um amor ansiado
Símbolo eterno sem critérios










Na hora certa de amar
Calma estou a te aguardar
Meu corpo freme se estás perto
Perco o controle por certo









Saudade palavra única
Da última Flor do Lácio
Usando longa túnica
De tom forte violáceo









Lacrimeja meu coração em dor
Mas não rimo com desamor
O pranto silencioso é água
A dor há de perdurar como mágoa










quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mais Trovinhas... Amorosas








Sentimentos e verdades
Partes dessa realidade
Sofremos com as maldades
Que vêm de toda saudade








Teu perfume me arrebata
Me comove até à alma
Perfume doce não mata
Nos trás a paz e acalma








A perfeição do amor
Não pode rimar com a dor
A rima do amor é vida
Viver é ficar sem partida









Acredite poeta é verdade
O sabor do amor vem da vida
A alma feliz nos convida
A sorrir com docilidade








O amor tem sabor de fruta
E cheiro de mato ele tem
Sol forte invadindo a gruta
E nós sabendo que a noite vem







O valor da minha amada
Não se mede e não se compra
Arrebata-me por um nada
Nenhuma alma me assombra







Se és o maior
Certamente és melhor
Carinho e felicidade
Me darás em quantidade







Maior que a força do oceano
Homem, filho da natureza
Quero gritar que te amo
Só disso tenho certeza







A vida sendo assim breve
Nos conduz por mil caminhos
O amor nela se inscreve
E nos trás tantos carinhos







Tu és a própria poesia
Sou teu amor verdadeiro
Toda noite e todo dia
Te amo, meu amor primeiro







Saudade em mim não mora
Pois quem ama e se enamora
Conhece sempre o remédio
Que afasta a dor e o tédio







Rimar desejo com queijo
É algo que não desejo
Pois o sabor do teu beijo
Vai além desse ensejo







A riqueza de um ser
Não está no ouro terreno
Tesouro maior é te ter
Viver um amor supremo








Desta vida tive tudo
Mas ao te ver fico mudo
Fazer-te feliz eu quero
Querida, assim espero

segunda-feira, 7 de abril de 2008

TROVINHAS...AMOROSAS

Chegaste sem hora marcada
De roupa surrada
Como alma penada
Pra ver tua amada
(Vanuza)





A hora passou, eu sei
E se, por ti, voltei
Sem dúvida, me apaixonei
E não surraria a quem bem amei
(Vanuza)






O homem a quem desejo
É o mais próximo de mim
Me afaga quando lhe beijo
Se entrelaçando assim
(Vanuza)




Inspiração também é transpiração
Só devaneia quem foge da contradição
Dessa dialética em ação

Amar é só percepção
(Vanuza)




Sonhar com um amor utópico

Uma terra linda e verdejante

Onde o amor seja verídico

E eu cavaleiro andante

(Vanuza)




Felicidade é a pluma do Vinícius

É clarão de luz flamejante

Vida breve e latejante

Sempre aos nossos auspícios

(Vanuza)




Eu, você juntinhos

Felizes, amantes coladinhos

Ouvindo só o coração

Na sutileza dessa canção

(Vanuza)




Tua luz que me seduz

Mesmo na escuridão

Dá-me aqui a tua mão

Pois ela é que nos conduz

(Vanuza)




Paixão que vem de ti

Abençoada por Deus serás

Quero louvá-la aqui

Sabendo que me amarás

(Vanuza)

terça-feira, 1 de abril de 2008

HUMOR: AS PREVISÕES DE PAI ZUCA PARA 2008


AS PREVISÕES DE "PAI ZUCA" PARA 2008
Entrevistadora:Taty, estagiária de comunicação num famoso canal de TV, mocinha com tendências ideológicas, digamos, "exóticas". Entrevistado: Pai-de-Santo da periferia de uma cidade grande. Homem ambicioso (171) e muito, mas muito conservador mesmo.

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COMEÇA A ENTREVISTA, Taty: - Boa noite, Pai Zuca!Podemos começar? PZ: - Vai me filmar? Deixa eu me arrumar... Taty: - Fim de ano e as pessoas ficam curiosas, como será 2008?PZ: - Bem, vamos aos búzios... Ano governado por Xangô com Iemanjá: Justiça e Amor. Vai ser bom! Taty, mais animada, arrisca: - E as mudanças políticas? O presidente, como estará? PZ: - Nada de mudanças. O presidente está no caminho certo e o povo muito satisfeito.Tudo continuará bem, como no começo! Taty, meio desanimada, muda o rumo da entrevista: - Alguma perda no meio artístico? PZ: - Sim. Um grande astro falecerá, infelizmente! Taty, querendo mais detalhes: - Uma dica por favor! PZ, o sacerdote afro pega de novo os búzios, faz um ar misterioso, olha fixamente a câmera em close, e diz: - Os búzios não querem falar. Taty, se controlando: - Na literatura, soubemos que uma escritora perdeu seu emprego num veículo de comunicação e... PZ, a interrompe bruscamente: - Já sei de quem você está falando, minha filha, mas não insista...Taty, insistindo: - Mais era uma carreira promissora, a moça fazia denúncias sérias de corrupção... PZ, muito aborrecido: - Por isso mesmo, o chefe lá do negócio tava certo. Se fosse no meu terreiro, eu tinha feito a mesma coisa. Taty o fuzila com os olhos: Mas a democracia, não fica abalada? PZ: - Que democracia? No meu terreiro, flho-de-santo meu tem que se ajoelhar e me beijar a mão e ruminando: "democracia, coisa de maluco, só no papel mesmo". Taty, não se dando por vencida: - Mas, a Van... Vanuza, volta? PZ perde a calma: - Não me fale esse nome aqui dentro. Pronto! Ninguém vai ver minha entrevista. Acabei de perder a metade dos meus clientes. Você estragou tudo. Sai, sai já daqui! Taty, constrangida: - Corta! Equipe da TV: - Vamos ter um trabalhão para editar tudo isso... A equipe sai e Pai Zuca retira seus paramentos, veste uma bermuda e abre uma lata de cerveja geladinha: "-Essas meninas de hoje! Ah, que saudade da ditatura!" Vai para frente da TV, assiste o show que antecede à queima de fogos em Copa. A festa começa e o que passou, passou... FIM



Vanuza Pantaleão/Textos diversos...

Observações:

Os textos que aqui estão sendo publicados surgiram desde há muito de uma necessidade de expressar "ficções" nascidas da nossa experiência de vida, entrelaçadas com figuras do inconsciente. Sou uma escritora desde a mais tenra idade, se há qualidade ou não nos meus "alfarrábios" deixo a critério de quem se dispuser a ler-me, afinal, o escritor é um ser que vive no seu tempo, porém buscando e rebuscando a superação. Trarei aqui prosa e versos da nossa poesia que ousei "cometer" ao longo dos descaminhos da vida. Aos escritores VERDADEIROS, peço-lhes que sejam indulgentes com essa eterna aprendiz.
Aos passantes, direi sorrindo: - Entrem, a casa é nossa!