quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sempre - Vivas

Periodicamente, os campos coloridos de sempre-vivas são tomados por grupos de crianças que, com suas pequenas mãos, vão colhendo-as, uma a uma. Poderia ser um um quadro bonito e harmonioso caso não se tratasse de um velho fenônemo chamado evasão escolar. Crianças abandonam suas escolinhas e complementam "a renda familiar" na busca frenética por essas delicadas florzinhas. Seus pais, assim como os filhos, são os chamados bóias-frias. Trabalham pelos campos por um breve tempo e recebem seus salários. Depois, deitam-se no chão de barriga pra cima e vazia, apenas para sonhar...
É verdade,por incrível que pareça, eles também sonham. Sonham com bobagens, tipo comida, tipo amor, tipo educação, tipo saúde, inutilidades.
Portanto, ao fazermos nossos elegantes arranjos florais é bom termos em mente que ali há gotas secas do sangue de algum pequenino descuidado. Essas gotas darão, com certeza, um certo toque exótico que faltava. Vai ficar lindo, experimente.
Falei em trabalho escravo infantil? Claro que não!
Eles recebem seu naco e são enterrados em covas incógnitas, por aí...
No "Rancho da Goiabada", Aldir Blanc e João Bosco contam melhor essa história. Hoje é a eterna Elis quem vai cantar. Vamos nessa?

Recomendação:

Leiam o Estatuto da Criança e do Adolescente onde o trabalho infantil está expressamente proibido. Cumpramos, pelo menos, a Lei, já que a sensibilidade se encontra em franca extinção.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Louco de Pedra

Nada mais, nada menos que um farrapo humano, um louco de pedra. Cantava e sorria e o mar lhe obedecia a cada nota e agudos. Os penhascos banhavam-se de espuma branca e a brisa marítima intercalava seus silvos aos cantares de ambos, o louco e o mar.
Ele precisava mostrar ao mundo que já tivera muitos amores e mulheres. Mulheres assanhadas, atrevidas, confusas, donzelas, meretrizes...
Onde estaria a loucura desse pobre cantor?
Nas pedras? No mar? Quero crer que em todos aqueles que o lançaram, por uma vida inteira, numa masmorra fétida de um hospício.
Assim são as coisas e como diria Sartre:
"Loucos são os outros!"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pimenta no Haiti dos outros é refresco!

Não sei se foi delírio pelo febrão que tive nessa última virose, ou se li mesmo a notícia mais virulenta e cruel do que a gripe que tive:
" ONU LANÇA GÁS LACRIMOGÊNEO E SPRAY DE PIMENTA EM HAITIANOS" (Manchete no Yahoo)

Numa hipótese ou noutra, creio que tudo pode ser possível nesse insensato mundo e, se tivesse saco, poderia deitar falação sobre a hipocrisia histórica desse órgão inoperante, omisso e assassino que se chama Organização das Nações Unidas. Estudei esse troço, meus amiguinhos, não falo de orelhada. Assisti filmes tenebrosos sobre a sua omissão criminosa em Ruanda de onde eles se retiraram e abandonaram à própria sorte duas tribos inimigas (Hutus e Totsis) se dilacerando a golpes de facões, guerra tribal e fratricida que poderia ser evitada se os tais países membros, num simples telefonema, assim o permitissem. Não permitiram, ordenaram a retirada SÓ DOS BRANCOS.
Ontem tava lá: mãos negras, rostos desfigurados pela fome e a fumaça das bombas comendo soltas nas caras deles e nas nossas também. Ah! Mas eu estou aqui no meu conforto, nada pode me atingir...é assim que pensamos, fala a verdade! Eles são miseráveis negros, sem nada a perder e com um bando de milicianos lhes arrancando as tripas e lhes devorando as parcas carnes num brutal canibalismo a céu aberto. Sabem o que comem as crianças quando berram de fome por lá?
BISCOITOS DE BARRO COM AÇÚCAR. E ainda tem açúcar! Que bom, né?
Por que não falo só de amor e trepação? Porque sou uma tola. Porque ainda sonho ou sonhava com um mundinho um pouco menos injusto. Mas, "eles", os donos do poder, nunca vão nos permitir tal deleite enquanto não sugarem a última gotícula de todo o sangue desse planeta, inclusive o seu. Sim, o seu, de você que tem um belo plano de saúde e uma boa aposentadoria...
Quem sabe, quem sabe, eu ainda possa me recuperar dessa febre e esquecer também daquela bomba atômica que destruiu o Japão? Mas "eles" reconstruíram o país com o tal Plano Marshal, tão bonzinhos!
Mas esses negrinhos do Caribe, praticantes do vodu (mentira, a maioria é de católicos e protestantes), remanescentes de Papa e Baby Doc e encabeçados pelos temíveis tontons macoutes, só merecem mesmo é pimenta no rabo e como já dizia o ditado, "pimenta nos olhos dos outros é refresco."
Sei que acabei de cometer "um suicído blogosférico", pois meus numerozinhos vão cair e não terei o velho sábio grego, Pitágoras, para me salvar, snif, snif, snif...um dia, chego aos 100 mil e os carregarei todos no caixão.Deve haver um jeitinho brasileiro de levá-los.
Vamos lá, Ney Matogrosso! Rosa de Hiroshima, uma composição de doer a alma - para quem tem uma. Autor? O nosso Eterno Poetinha, Vinícius de Moraes, filho dileto de Xangô.
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AVISO AOS NAVEGANTES:
NÃO QUERO
NÃO PRECISO
ABOMINO
QUALQUER INSINUAÇÃO
DE QUE ESTEJA
QUERENDO ME PROMOVER
ÀS CUSTAS
DAS DESGRAÇAS DOS HAITIANOS.
PORTANTO, NÃO JOGUEM INDIRETAS POR AÍ!
SEJAM MACHOS (AS) E VENHAM ME DESACATAR AQUI!
A TRIBUNA É ABERTA, VAMOS DISCORDAR.
PORÉM, FUNDAMENTANDO TUDO.
TAMOS CONVERSADOS?
QUEM VAI SER O PRIMEIRO DA LISTA???

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Zilda Partiu Para Porto Príncipe

Isso não me sai da cabeça. Tudo seria bem diferente se, digamos, você estivesse no meu lugar. Se fosse o inverso e eu no seu. Queria explicar-me , mas todos já demonstraram de muitos modos e jeitos. Todos, sem nenhuma eficácia.
Artistas, poetas, lavadeiras, crianças, gurus, haitianos, zumbis famintos de sangue.
Tudo poderia ser diferente se Zilda não tivesse ido, definitivamente, para Porto Príncipe. De qualquer forma, isso não faz nenhuma diferença já que o Haiti também é aqui, é aí, e ai de ti que não quer entender nada. Vai se arrepender por sua covardia, mas arrependa-se bem longe de mim...
Leve a rosa que lhe ofereci, Doutora Zilda!
Seus meninos (e eu) vamos chorar por ti, aqui e no Haiti.
Zilda Arns era irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, um dos mais árduos combatentes pelos Direitos Humanos nos tais "anos de chumbo". Aquele sotaque do sul carregado de mensagens de amor e coragem, muita coragem, pois a vida, naqueles tempos, era algo abaixo do insignificante. Significaria mais, hoje?
O Brasil e o mundo estão ficando cada vez mais miseráveis de valores Ético-Humanos, mas que diferença isso faz???

Gilberto Gil canta "Não Chore Mais"...
Impossível não chorar, Gil...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Bom Tirano

O Antropólogo Carlos Castañeda (quem nunca ouviu falar nele?) nas suas pesquisas de campo acabou se deparando com uma experiência que mudaria definitivamente o rumo de sua vida. Ao invés de ensinar aos "selvagens" aprendeu com os mesmos, nos passando, através de suas inúmeras e significativas obras, ensinamentos e vivências riquíssimas em conteúdo filósofico, humanístico, espiritual, tudo, enfim.
O velho índio Dom Juan, ao vê-lo agastado, chateado com as injustiças da vida, apenas o repreendeu assim:
"- Certa vez fui ser empregado na casa de uma senhora da nossa mais alta sociedade. Ela tratava-me como um escravo, a pior das criaturas. Mas eu a obedecia sempre, sem uma palavra ríspida sequer. Ao sair do emprego ainda lhe agradeci pelo que me fizera passar."
Castañeda estranhou o posicionamento passivo do Mestre, mas ele prosseguiu:
"- Meu filho, ela foi para mim uma "boa tirana" e ensinou-me como não se deve tratar o próximo. Não fora isso, como eu aprenderia o que é o Bem?"
Amigos, cito esses trechos de memória, e talvez não tenham sido exatamente com essas palavras, mas o que importa é a essência do aprendizado pelos quais passamos nessa vida de inúmeras provas.
Deparo-me a cada dia com tiranos de todos os naipes. É lógico que reluto em aceitá-los, mas aprendamos o mal para exaltarmos O BEM. O mal, dificilmente, será extirpado dessa terra, mas a semente do BEM estará sendo lançada aqui e acolá.
Um dia, aguardemos, ela brotará e nos dará sombra e doces frutos. Não iremos desistir, jamais!
Não sou dada a ficar me lamentando por problemas de cunho pessoal, mas hoje um acontecimento abalou demais minha família. Minha sobrinha teve que ser submetida, às pressas, a uma cirurgia e está no CTI. Felizmente, já se recupera bem, mas inspira cuidados. Vai superar, é uma criança amada por nós e por Deus, aliás, como todas as crianças e seres bons e inocentes.
A música de hoje não poderia deixar ser outra além de "Foi Deus" com a saudosa Amália Rodrigues.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pingos nos "is" - Parte 1

* "Quem sou eu" no perfil do blogspot: será que só eu e a Sonia percebemos a mancada que esses caras deram? Olha só, quem é o sujeito da frase? Só pode ser o tal programador do blogspot e, sendo assim, o que deveria ele perguntar? Óbvio: "Quem é você?" No entanto, ele tascou lá um mal forjado "quem sou eu" sem uma interrogação sequer. Não dava pra chamar um Professor de Português? Ô, meus amiguinhos americanos, vamos respeitar o Idioma mais falado e rico do mundo, o nosso Bom e Velho Português, "Última Flor do Lácio, Inculta e Bela" como já dizia o nosso inesquecível Olavo Bilac. Vamos usar a "licença poética", umas gírias também porque ninguém é de ferro, mas a nossa "norma culta" não pode ficar tão desprezada, falou, gente boa?

* Agora, sobre a tal "Obra Literária"que ousei intitular o blog: Escrevo desde criancinha e se acham que o que fiz e faço não passa de bobagem cheguem na minha cara e digam realmente o que pensam. Estou de saco cheio de indiretas, e-mails grosseiros e narizinhos torcidos. Sofri muito para adquirir minhas mais de seis estantes de livros e revistas. Não tô nem aí pra vocês! Não gostam daqui, se escafedam!

*Quando falo de sentimentos, amor, por exemplo, isso não significa que esteja desesperadamente ensandecida de paixão por alguém. Na maioria das vezes, é pura curtição. Sou tão racional quanto um cirurgião com um bisturi na mão.

*Não faço posts "nas coxas". Pesquiso muito, medito, faço e refaço versos, frases e, em termos de imagens a coisa também é trabalhosa. Na maioria das vezes, escolho muitas para selecionar umas três. É um verdadeiro dilema.

*Em termos de música, revisito intérpretes que se adequem ao tema proposto. O Junior foi escolhido dessa vez por simbolizar uma fase da minha juventude. Moço talentoso e belo. Depois desse retumbante sucesso, sumiu. Pesquisei um dia inteirinho sua vida, que tragédia pessoal! Fiquei consternada: viúvo, abandonado pelos filhos e sem poder tomar posse da sua herança aos sessenta e poucos anos. Por isso, vai aqui minha singela homenagem ao rapaz que, com a sua Arte Popular, tanto fez com uma só canção, "Excuse me". Vou escutá-la ainda por muitos posts seguidos. Quem não aguentar, desliga!

* Sou assim...

*Pra não ficar muito chato vou por aqui uma figura que nunca achei jeito de encaixar em nada, me parece uma "garrafa de fogo", meio surrealista, só sei que gostei, lá vai!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

. Perdoa-me. Por te amar .


Nada melhor que esse sonho sem possibilidade de ser

Nada melhor que não ter você

O pensamento te procura

Nunca te encontrará

Romantismo não

Essa fuga

Sem sentido

Em erro amor

Rimar com dor

Ferida que dói à toa

Perdoa-me

Não foi amor
________________
"Excuse me"

Junior a interpretou assim...

Ano Novo?

Melhor nem falar...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Moscas, Milagres e Destino

Roupa suja de molho, moscas se debatem em agonia. Uma a uma, a menina recolhe as "vítimas" daquela fatalidade. As mosquinhas secam-se ao sol, batem as asas e lá se vão para o seu destino.
A criança felicita-se intimamente, está feliz, salvou vidas. Ela não sabe que as moscas são "más", ainda guarda a inocência em si. A menina era eu, a menina sou eu.

Rosa de Lima que nasceu Isabel, teve mudado seu nome pelo povo por sua extraordinária beleza física, peso insuportável para o seu inocente coração. Recusou-se a seguir o seu "destino natural", ou seja, casar-se, filhos...o destino de todas as mulheres, ainda nos tempos atuais. A bela moça buscou os martírios de uma vida monástica, virou freira dominicana e com a humildade da sua essência boa tratou e curou índios e negros nos infectos hospitais andinos, no Peru, na miséria da nossa América Latina.

Tudo muito precário e sem higiene e, em consequência disso, as moscas, milhares delas em reboliço, atormentando a todos e contaminando os enfermos. Por um momento a face clara e hispânica de Rosa se iluminou e, sorridente, dirigiu-se às suas companheiras indesejáveis:
- Por favor, amigas, deixem-nos sossegados!
Lá se foram as moscas em bando e obedientes a uma Voz tão doce e divina.
Seres abjetos essas moscas? Não pensem assim, meus limpinhos amigos. Alguém aí já ouviu falar em "Projeto Genoma"? Já! Pois é, as nojentas mosquinhas possuem o mesmíssimo padrão genético que nós, humanos, ápices da criação (será?).
Rosa de Lima faleceu aos trinta e um anos de idade sentindo fortes dores e sem tomar nenhuma medicação para aplacá-las. Um pouco antes de falecer a madre superiora perguntou-lhe:
- Irmã Rosa, como é "do outro lado"?
A moribunda, num sopro de voz:
- É só Amor, madre, pois só quem ama tem Vida plena e pode ser feliz. E assim, Rosa partiu para a eternidade, seu destino. Aquele que ela escolheu...
A Igreja a canonizou e foi declarada "Protetora das Américas", mas não é isso o que me interessa lá no fundo do meu pensar.
Salvar moscas, salvar plantas, enfim, o planeta, deveria ser esse o destino de todos nós. Porém, "seres" como Rosa só nascem de cem em cem anos e, talvez, nunca mais.
No leito, ao cerrar os olhos de carne, Rosa ainda ouviu o Cântico das Crianças que ela adotara e conta a lenda que pétalas de rosas caíram do alto encobrindo todo o seu corpo.
Uma observação interessante é que na distante Índia existe o Jainismo, uma religião da não-violência onde seus adeptos limpam o chão por onde passam para não sacrificarem nenhum ser vivo.
Ouçamos Gilbert Becaud que com a sua incrível sensibilidade musical já nos embalava a alma, cantando...
"O IMPORTANTE É A ROSA!"



terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ser Bicho - Ser Gente


ESSE VAI SER O MEU CONTO DE NATAL:



Uma senhora bem idosa, ao invés de esperar pela morte no asilo em que seus filhos a jogaram, decidiu ficar mesmo na sua casinha. Chegaram as Festas Natalinas e ganhou um leitãozinho róseo. Olhou, pensou e repensou, não quis sacrificar o animalzinho, decidiu criá-lo.
Billy - o nome do porquinho - lhe fazia companhia como se fosse um cãozinho de estimação. Assistiam TV juntos com direito a pipocas e tudo de gostoso que havia na geladeira, até uma cama ele tinha ao lado da sua dona. Enfim, não se largavam. Nascia ali uma amizade forte, indestrutível, aquela que só os animais conseguem nos proporcionar, vão me desculpar os tais seres humanos. Porém, a saúde de Susan (a velha senhora) se complicou e, numa certa manhã, ao preparar o café para ambos, ela sofreu uma ataque cardíaco e caiu ao chão já se preparando para o fim iminente. Billy, ao vê-la assim, fez de um tudo que estava ao seu alcance no momento, ou seja, lambeu-lhe o rosto e guinchou bem alto pedindo por socorro. Nada aconteceu e Susan ia ficando cada vez pior, lábios arroxeados e olhos revirando.
Lá estava ele agora, estirado na rua e impedindo o trânsito. Os carros pararam e os vizinhos resolveram arrastar o pesado porco para a sua casa. Billy pensou: "-Está dando certo meu plano." O que é que foi? Vocês acham que porco e bichos, em geral, não pensam? E pensam melhor que nós, não nos julguemos tão superiores, vão parando pra refletir um pouco, meus caros colegas. As plantas? Bem, essas também são muito especiais. Então, vamos prosseguindo: puxa daqui, puxa dali, o porcão pesado e, ao entrarem na cozinha, as pessoas depararam-se com a velhinha já bem geladinha e estendida no piso quadriculado e frio. Billy não perdeu tempo, berrou mais alto ainda e pouco a pouco, todos entenderam o seu gesto. O gordo suíno que quase fora parar no forno no Natal anterior, salvara a vida de sua dona. Levada ao hospital, Susan recuperou-se em algumas semanas e ainda voltou a tempo de preparar a Ceia de Natal para seus bons amigos e, principalmente, para Billy que não parava de ser acarinhadado no enorme focinhão. História inventada? Nada disso, o fato ocorreu há alguns anos atrás nos Estados Unidos e ganhou as manchetes dos jornais à época.
Pessoalmente, tive gatos e cães que me trouxeram inúmeros exemplos de fraternidade e amor. Não desprezo o contato humano, mas sinto na pele o quanto tem ficado cada vez mais difícil a convivência humana. Mães que jogam bebês no lixo; filhos que abandonam pais na senilidade; falta de comunicação entre as pessoas; gente materialista que só pensa no seu carrão último tipo, por aí...
Enfim,Ser Bicho é muito bom, mas Ser Gente é muito discutível. Por demais discutível e até IMPOSSÍVEL!!!
SER BICHO OU SER GENTE???


Dedicado aos que buscam e se esforçam por tornar esse mundo melhor. Deus os abençoe!


Amigos, estou muito atarefada nesse período do ano. Quem não está? Viagens, compras, todas aquelas coisas que todos já sabemos. Daí, não dispor de tempo para novas postagens, por enquanto. Conto com a compreensão de vocês. Amo e respeito a todos que nos visitam!


BOAS FESTAS!!!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sombra, velha sombra na parede...

Lá está o mesmo rosto
Delineado com alguma maestria
Ao acaso de um pintor inexistente
Perdido no descascar de uma parede
Não preciso dar-te importância
És apenas uma sombra
Vou à rua
Mas volto, sempre volto
Te reencontro, intacto
Sobrancelhas, lábios
Um certo sorriso paralisado
Não me assombras mais
Pois, em sendo sombra
Sois triste projeção
De um passado perdido

STANISLAW PONTEPRETA:

"O homem de duas caras, geralmente, usa a pior..."

letras com trevo